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Explorando a Diversidade e Acessibilidade para Pessoas Surdas e com Deficiência Auditiva

Atualizado: 15 de dez. de 2023

A comunidade surda é rica em diversidade, e as identidades e características das pessoas surdas ou com deficiência auditiva variam significativamente. Duas categorias distintas são as pessoas surdas sinalizantes e as oralizadas, cada uma enfrentando desafios únicos em seu caminho de comunicação.


nesta imagem temos três alunos sentados de frente em duas mesas unidas lateralmente. São eles um   rapaz branco de cabelos castanhos claros. A sua esquerda estão duas moças brancas. A moça que está sentada mais   próxima dele tem cabelos castanhos escuros, a esquerda dela está uma moça loira de cabelos cacheados. Em  pé temos a professora de frente a eles e de costas para nós. A docente usa óculos de grau e tem cabelos ruivos, veste  um  terno preto e uma camisa de gola branca por dentro. Os alunos estão vestindo roupas comuns. Ele está de moletom bege. A colega ao lado usa uma jaqueta cinza, e a moça loira, um suéter preto.  Todas estão observando o rapaz enquanto ele faz uso da língua de sinais.

Pessoas Sinalizantes: Comunicando-se com a Língua de Sinais

As pessoas sinalizantes são membros da comunidade surda que optam por se comunicar principalmente por meio da língua de sinais. Essa escolha não apenas oferece liberdade e autonomia no dia a dia, mas também cria uma conexão única entre os surdos. A língua de sinais utiliza gestos, expressões faciais e leitura labial, constituindo uma linguagem completa e rica em nuances. Aqui estão alguns pontos-chave sobre as pessoas sinalizantes (Para visualizar os tópicos, clique na seta ao lado do título, na lista abaixo):

Barreiras Comunicacionais e Empoderamento:

Estrutura Gramatical Própria:

Identidade na Comunidade Surda:


Pessoas Oralizadas: Adotando a Língua Falada do País

Em contrapartida, as pessoas oralizadas são aquelas surdas ou com deficiência auditiva que aprenderam a língua oficial do país em que vivem, frequentemente a língua falada pela maioria da população. Essas pessoas, muitas vezes, dominam a leitura labial e podem atenuar a deficiência auditiva por meio de aparelhos auditivos. Abaixo, destacamos pontos essenciais sobre as pessoas oralizadas:

Língua Oficial e Leitura Labial:

Variedade nos Graus de Surdez:

Interação com a Comunidade Surda:


A diversidade entre pessoas sinalizantes e oralizadas destaca a riqueza da comunidade surda. Reconhecer e respeitar essas distintas formas de comunicação é essencial para criar ambientes inclusivos que atendam às necessidades individuais. Essa celebração da diversidade não só enriquece a comunidade surda, mas contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e acessível para todos.


Explorando as Sete Identidades Surdas: Proposta de Gladis Perlin

A especialista em surdez, Profa. Dra. Gladis Perlin, propõe sete distintas identidades surdas, cada uma representando uma faceta única da experiência surda, conforme relatado por Sofia Wu no Click Inclusão em 2021. Estas identidades refletem a diversidade dentro da comunidade surda e destacam como a surdez pode ser vivenciada de maneiras diversas.


(Clique na setinha ao lado dos tópicos para expandir)

1. Identidades Surdas ou Políticas: Preservando a Comunidade Surda

  • Optam por estar em meio a outros surdos, estabelecendo convivência na comunidade surda.

  • Não aceitam a oralização e não demonstram interesse nesse método.

  • Participam ativamente de associações e consomem conteúdos com LIBRAS e Closed Caption (CC).

2. Identidades Surdas Híbridas: Progressão na Comunidade Surda

3. Identidades Surdas Flutuantes: Desconexão da Cultura Surda

4. Identidades Surdas Embaçadas: Comunicação por Mímica

5. Identidades Surdas de Transição: Integração Momentânea

6. Identidades Surdas de Diáspora: Conexões Além das Fronteiras

7. Identidades Surdas Intermediárias: Fluência nas Duas Línguas

Independente de qual identidade e cultura um surdo possa identificar-se, o respeito e a empatia continuam sendo as palavras-chave para que possamos construir uma sociedade mais inclusiva e acessível para todos. Entretanto, o senso de mudança deve partir de dentro de nós, para impactar, posteriormente, a vida em comunidade como um todo de modo positivo”

Diz Sofia Wu, no Click Inclusão 2021.



Uma criança usando blusa azul aprendendo língua de sinais com sua mãe.

Falar com o bebê, mesmo após a descoberta da surdes é de extrema importância

Nos primeiros anos após o nascimento, a surdez em bebês muitas vezes passa despercebida pelos pais. Quando o bebê chora, a mãe naturalmente busca acalmá-lo por meio da comunicação verbal, proporcionando um ambiente acolhedor. Entretanto, o desconhecimento da surdez da criança é comum, sendo descoberta em sua maioria após 1 ou 2 anos de idade.


Ao descobrir a surdez do filho, muitas mães tendem a reduzir o uso da voz na comunicação. A fala direta com a criança torna-se menos frequente, e em alguns casos, as mães evitam utilizar palavras com as crianças. Embora compreensíveis, essas atitudes podem impactar negativamente o desenvolvimento da criança surda.


Diferentemente das crianças ouvintes, que aprendem a falar antes de escrever, as crianças surdas enfrentam desafios específicos na aquisição da linguagem escrita, devido à ausência de fonética. A audição desempenha um papel crucial na aprendizagem da linguagem falada, tornando a aquisição de uma língua escrita mais desafiadora para as crianças surdas.


Contrariando a intuição comum, é fundamental que os pais continuem a falar regularmente com a criança surda desde a infância. A comunicação oral, realizada olhando diretamente para a criança, permite que ela se acostume e compreenda a existência dessa forma de interação. Isso contribui significativamente para o desenvolvimento da fala e a possibilidade de a criança tornar-se oralizada.


Ao manter uma comunicação ativa, os pais proporcionam um ambiente propício para o desenvolvimento linguístico e emocional da criança surda, construindo bases sólidas para sua integração na sociedade.


Mas afinal, todo surdo é mudo?

Depois de todas as informações lidas anteriormente nesta abordagem chegamos a conclusão que dizer que todo surdo é surdo–mudo não é correto. Da mesma forma que usar a expressão “Surdo-Mundo” é um equívoco.


Muitos não sabem, mas a maioria dos surdos têm as cordas vocais em perfeito funcionamento. Através de sessões com profissionais da área de fonoaudiologia, essas pessoas conseguem desenvolver a fala e se tornam oralizadas. Dentro da comunidade, os surdos que também são mudos, são minoria.


A maioria das pessoas acaba concluindo que os surdos são também mudos pelo fato de não ouvirem. É verídica a ideia de que nós aprendemos a falar ouvindo, porém a expressão “mudo” tem relação com outro sentido.


Todo surdo é mudo?

Se você acompanha o nosso blog, você já viu um tópico a respeito disso, em uma de nossas matérias anteriores, quando explicamos se o termo Surdo-Mudo é incorreto de se usar. A questão de associar automaticamente a surdez à mudez é um equívoco que precisa ser desfeito. A expressão "Surdo-Mudo" e a crença de que todo surdo é mudo não são corretas.


É fundamental compreender que a maioria dos surdos possui as cordas vocais em perfeito funcionamento. Por meio de sessões com profissionais de fonoaudiologia, essas pessoas podem desenvolver a fala e tornar-se oralizadas, ou seja, capazes de se expressar verbalmente. Dentro da comunidade surda, os surdos que também são mudos constituem uma minoria.


A associação entre surdez e mudez ocorre frequentemente devido à ideia equivocada de que, por não ouvirem, os surdos também não podem falar. No entanto, a expressão "mudo" está relacionada a outro sentido. A capacidade de fala não está necessariamente ligada à audição, e a aprendizagem da linguagem falada pode ser alcançada por meio de outras modalidades, como a leitura labial e o uso de recursos de fonoaudiologia.


Desmistificar essa associação é crucial para promover uma compreensão mais ampla e precisa da surdez, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e livre de estereótipos em relação às pessoas surdas.



Conhecendo os limiares de Audição

A audição é uma parte fundamental da nossa interação com o mundo ao nosso redor. Entender os limiares de audição é crucial para identificar e compreender diferentes níveis de deficiência auditiva. Os limiares são medidos em decibéis (dB), sendo que:

Comparativo visual das ondas sonoras. Na imagem, uma coluna horizontal define quantos Decibéis existem em deterinadas frequências sonoras

Audição normal - 0 a 15 dB - Pessoas com audição normal conseguem perceber uma ampla gama de sons em níveis normais, permitindo uma interação completa com o ambiente sonoro.


Deficiência auditiva suave - 16 a 25 dB - Indivíduos com deficiência auditiva suave podem ter dificuldade em captar sons suaves ou distantes. Isso pode afetar a compreensão de conversas em ambientes barulhentos.


Deficiência auditiva leve - 26 a 40 dB - Neste estágio, a capacidade de ouvir sons suaves é significativamente comprometida. Pode haver desafios na comunicação, especialmente em ambientes ruidosos.


Deficiência auditiva moderada - 41 a 55 dB - A perda auditiva moderada pode impactar a compreensão da fala, exigindo o aumento do volume em situações cotidianas.


Deficiência auditiva moderadamente severa - 56 a 70 dB - A dificuldade em ouvir a fala torna-se mais pronunciada. A comunicação verbal pode ser desafiadora mesmo com amplificação.


Deficiência auditiva severa -71 a 90 dB - Pessoas com deficiência auditiva severa enfrentam grandes obstáculos na comunicação oral, mesmo com o uso de aparelhos auditivos.


Deficiência auditiva profunda - acima de 91 dB - A audição profunda comprometida faz com que os indivíduos tenham dificuldade em perceber até mesmo os sons mais intensos. A comunicação depende muitas vezes de métodos visuais ou táteis.


Compreender esses limiares não apenas auxilia na identificação precoce de problemas auditivos, mas também orienta a implementação de estratégias e tecnologias de suporte, promovendo uma melhor qualidade de vida para as pessoas com deficiência auditiva.


Acessibilidade para Todos: Garantindo Inclusão e Igualdade

Antes de adentrarmos nos recursos específicos para pessoas com deficiência auditiva, é essencial compreender o significado de acessibilidade, conforme definido pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015). Acessibilidade é a "possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida".


Em outras palavras, a acessibilidade visa remover barreiras, permitindo que todas as pessoas, independentemente de suas limitações, tenham acesso a diferentes aspectos da vida cotidiana com segurança e autonomia.


ProAccess sendo utilizado dentro de um cinema

Closed Caption ou Legenda descritiva

O Closed Caption (CC), ou legendagem oculta, tem desempenhado um papel crucial na promoção da acessibilidade em conteúdos audiovisuais, permitindo que pessoas com deficiência auditiva, ensurdecidos, idosos e espectadores em ambientes ruidosos tenham acesso pleno a filmes e vídeos. Um aspecto particularmente significativo do Closed Caption é a Legenda Descritiva.


A Legenda Descritiva vai além da transcrição das falas, incorporando elementos sonoros do ambiente do filme ou vídeo na escrita. Isso inclui desde trovões, passos de pessoas se aproximando, músicas românticas ao fundo, disparos de armas de fogo até o som de uma ambulância, proporcionando uma experiência mais completa e compreensível para aqueles que não podem ouvir.


No contexto cinematográfico, é fundamental que as legendas descritivas estejam em conformidade com os padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Cinema (ANCINE). O cumprimento rigoroso das normas técnicas do setor garante a consistência e a qualidade necessárias para tornar os filmes verdadeiramente acessíveis.


LIBRAS

No contexto cinematográfico, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) desempenha um papel essencial, funcionando de maneira análoga às legendas e legendas descritivas para as pessoas surdas e com deficiência auditiva que se comunicam por meio de sinais.


A LIBRAS realiza uma tradução simultânea e sincronizada da obra cinematográfica, respeitando as nuances estéticas necessárias. Ela não apenas traduz as falas dos personagens, mas também incorpora elementos extralinguísticos, como expressões faciais e gestos, enriquecendo a experiência para os espectadores.


Além da tradução das falas, a LIBRAS tem a capacidade de traduzir os sons e ruídos presentes no ambiente cinematográfico, como gritos, cantos de pássaros, passos de pessoas se aproximando, sirenes e trovões. Essa abordagem abrangente torna a experiência mais imersiva e inclusiva para a comunidade surda.


A LIBRAS, reconhecida como o meio oficial de comunicação da Comunidade Surda, vai além de ser apenas uma língua. É um instrumento fundamental na conquista de espaço social por parte dos surdos. Como destaca Gladis Perlin, doutora em Educação e professora adjunta da Universidade Federal de Santa Catarina:

“O intérprete de LIBRAS é intérprete não apenas da Língua de Sinais Brasileira, mas também da cultura e das lutas do povo Surdo”.

Essa língua, inicialmente denominada "Língua Nacional de Sinais", foi inspirada na "Língua de Sinais Francesa" e desenvolveu sua própria estrutura gramatical. Ao contemplar todos os requisitos para sua oficialização como língua, com base no português, a LIBRAS se torna um veículo essencial na busca por uma comunicação inclusiva e na promoção da igualdade de acesso à arte cinematográfica para todos.



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A Riole é uma indústria especializada em produtos e sistemas de áudio e vídeo que oferece soluções exclusivas de comunicação para o setor industrial, gerenciamento de plenários legislativos, tribunais e conselhos, equipamentos de tradução simultânea para eventos multilíngues, além de acessibilidade para salas de cinema.

Tem como principal compromisso a inovação e o desenvolvimento de soluções feitas para melhorar a vida das pessoas e a sociedade como um todo.

Com sede em Colombo, região metropolitana de Curitiba - PR, a Riole é referência internacional há mais de 40 anos em soluções inteligentes.

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